terça-feira, 30 de junho de 2009

Off.

Minha cabeça é plateia
que me assiste enquanto pensa
– e já não sabe se uma ou outra.

Cabeça-calculadora
a me dividir
por todo o tempo:

dí-zi-ma
periódica.

Espectadora de mim,
rio do que não é,
choro do que não sinto.

E repito
e repito
e repito
repito de cor
esse texto
que não é meu.

(E essa cortina, que não fecha?)

9 comentários:

  1. Poesia brasileira ao rubro, uau!
    (um aparte, sou portuguesa)

    Adorei, e já gosto destes escritos teus há tempos largos (:

    Um beijinho*

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  2. Eu sou sua fã...

    Começei no Hoje eu vou assim, conheçi mais da sua história e cheguei aqui!!

    Não é a roupa que fica bem em você, é vc que fica bem de qualquer jeito...

    Tudo em vc é intenso!

    Parabens!!!

    Continue assim, inspirando, vivendo...

    Bjos

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  3. repetir com consciência é estar a um passo da transformação, Cris. Bjs

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  4. Muitos raciocínios, diferentes momentos e pontos de vista.
    Escrevemos a mesma coisa, de maneiras diferentes. Você em um só, eu em vários textos.
    Um deles que (parcialmente)tem a ver," Nem tem fim" :
    http://benitez.vox.com/library/posts/2008/08/

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  5. Não espere a cortina fechar.

    Como diria Charles Chaplin 'A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos. '

    A sua já tem os meus aplausos garantidos. Mas não tem porque não desejar mais alguns. Então pede apenas por um intervalo quem sabe? Ou o fim deste ato?

    Beijos

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